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Estradas ruins: o problema é só do caminhoneiro?

06 de outubro de 2017

Fala amigo estradeiro, tudo em ordem?

Se conosco está tudo bem, não podemos falar o mesmo das estradas que rasgam o Brasil de Norte a Sul, não é mesmo? Infelizmente, a conservação das rodovias que utilizamos todos os dias para interligar o país ainda é muito ruim. Se para o caminhoneiro isso não é novidade, para muitos que não rodam pelo país todo, nossa realidade nas estradas não é tão clara ainda. E, por isso, precisamos falar dos problemas que nos afligem. Afinal de contas, os caminhões respondem pela imensa maioria dos transportes realizados no país, fazendo com que nosso universo seja do interesse de todos os brasileiros.

Quando falamos de problemas de conservação das vias do país, automaticamente pensamos em buracos na pista. Muito longe de ser o único problema de conservação das rodovias, os buracos são os mais comentados justamente por serem os mais aparentes do problema. E, em geral, para a maioria dos motoristas de veículos pequenos, a culpa pela existência de buracos na pista é exclusivamente do caminhão e dos caminhoneiros. Para os que dizem isso, o problema se deve ao excesso de peso com que a maioria dos caminhoneiros rodaria.

Refletindo um pouco, percebemos que esta afirmação não é verdadeira. Primeiro por que, se há excesso de carga em alguns caminhões, isso se deve aos baixos preços pagos por tonelada, que acabam forçando o caminhoneiro a carregar além do permitido para que o frete compense. Segundo, por que há balanças espalhadas por todo o território nacional. Assim, a fiscalização existe e comprova que não é a maioria dos motoristas que rodam com peso a mais.

Se há alguma culpa pela existência de buracos nas pistas, isso se deve ao uso de asfalto de má qualidade. Na tentativa de economizar, muitos Estados e Municípios acabam optando por produtos de qualidade duvidosa, que desgastam muito rapidamente. Ademais, algumas concessionárias acabam optando por asfaltos não tão bons para maximizar seus lucros, o que é ruim para todos.

Em relação às estradas que contam com a administração de concessionárias, há outro problema. Muitas vezes, rodovias com grande quantidade de pedágios acabam apresentando problemas tão grandes quanto as que são administradas pelo Estado. Assim, o lucro dos pedágios, que cobram preços bastante caros dos caminhões, não é reinvestido corretamente.

Outro problema recorrente nas estradas brasileiras é a falta de sinalização adequada. Assim, a simples ausência de placas ou a impossibilidade de ver estas placas nas estradas pode ser responsável por acidentes. Essa invisibilidade se dá por falta de manutenção dos acostamentos e das próprias placas.

Mais um problema que é visto em nossas rodovias é o excesso de fluxo. Nossa matriz de transporte é a rodoviária. Assim, há muito mais do que os caminhões nas estradas do país. O uso de transporte compartilhado de passageiros – em ônibus ou carros – poderia diminuir o fluxo e consequentemente o número de acidentes.

Por conta da má conservação e, sobretudo, por conta dos pedágios caros, alguns caminhoneiros acabam optando por estradas alternativas, nas quais não há pedágios. No entanto, estas estradas têm ainda mais perigos, sobretudo de assaltos e acidentes. Assim, nunca é uma boa opção para o estradeiro.

Outro ponto importante na reflexão do caminhoneiro que pensa em optar por estas estradas é a conservação do caminhão. Ao fugir de pedágios acaba se deparando com uma quantidade enorme de buracos, que desgastam ainda mais caminhões, forçando manutenções que seriam desnecessárias.

Mais um problema relacionado à má conservação das rodovias nacionais é o maior gasto de combustível que se gera. Para o leitor que não é caminhoneiro, talvez possa parecer que o custo maior nos combustíveis não tem ligação com seu dia a dia. Porém, rodovias em melhor estado seriam melhores para todo o país. Isso por que poderiam gerar economia de combustível e tempo, o que poderia diminuir custos dos transportes e, consequentemente, dos preços finais dos produtos ao consumidor. É uma cadeia produtiva que tem no caminhão uma de suas peças mais importantes.

Além da questão financeira, o impacto ambiental, com a redução do consumo de diesel, também pode ser considerado como benefício geral para a população. Assim, com caminhões rodando melhor, os motores se tornam mais eficientes e o consumo de diesel é menor, poluindo consideravelmente menos o ambiente. Outra vantagem de boas estradas para a população em geral é que o número de acidentes de trânsito gerados pela má conservação das vias é enorme.

Assim, é possível perceber que os problemas das estradas são muito mais complexos, e envolvem todos. Nós que vivemos da estrada e para a estrada, seguimos em frente, aguardando que os problemas sejam resolvidos, reconhecendo a profissão.

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